domingo, 30 de dezembro de 2012
Verdade
A verdade estava exposta nas bancas dos mercados itinerantes, nos múltiplos centros da megalópole, como as frutas e os vegetais, as carnes e os peixes, partilhando a contiguidade com o lixos das gentes, das ruas, da indiferença. Era a verdade nua e crua, sem complexos de ser regateada pelo melhor preço, sempre o menor. A verdade, assim, tão desprovida de dignidade, mostrou-se tão fundamental para a economia dos mercados como os alimentos.
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