domingo, 2 de dezembro de 2012

Coragem

Castelo di Sant'Angelo, Roma
Mirava o anjo de asas de ferro por entre as grades que abasteciam de luz a caverna onde estava agrilhoado.

Pior seriam as catacumbas do coliseu ou os porões das galés, pensou.

Percebeu por que razão era tão importante reconhecer as horas por meio das sombras de luz e por que razão não devia ler a passagem do tempo nas paredes. A coragem para permanecer são advém da capacidade de ignorar a extensão do tempo enquanto a vida magoa. 

Fechava os olhos e continuava a ver o anjo de asas de ferro a guardar com firmeza pétrea a entrada para a caverna. Guarda a entrada, mas não a saída, deu por si a concluir.

Terei coragem para sair?

Sem comentários:

Enviar um comentário