Cada um escolheu a sua:
- Para Maria, era a linha das costuras e dos bordados, a linha azul, a linha cinza, a linha branca que unia os tecidos à competência do artesão e recuperava a esperança na tradição;
- Para Amílcar, era a linha de montagem, a maquinaria a ranger o silêncio compassado, a monotonia construtiva da engenharia moderna;
- Para Emanuel, era a linha de passe, o desvio certeiro para o companheiro, a abertura para a vitória, o evento decisivo para o golo;
- Para Helena, era a linha do horizonte, o traço que separa os aventureiros do resto do mundo, a esperança da adrenalina encontrada no conhecimento de outros povos;
- Para Carla, era a linha de coca, era o desespero da euforia explosiva e a procura branca de novas emoções e de mais dinheiro.
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