Não há parto sem dor.
Quando parto, quebro o elo que me segura inteira.
Rasgo a membrana protectora que me abriga do mundo.
Parto nascendo e nesse momento tenho de gritar porque a força da vida é demasiada em mim.
Há uma brutalidade de que sou capaz.
Há uma brutalidade que me arranca ao vazio.
Faço-me gente.
Dilacero tudo à minha passagem.
Rasgo o que existe para poder existir no seu lugar.
Renasço. Vezes sem conta.
O meu parto não termina nunca.
É o que sou.
Quando parto, quebro o elo que me segura inteira.
Rasgo a membrana protectora que me abriga do mundo.
Parto nascendo e nesse momento tenho de gritar porque a força da vida é demasiada em mim.
Há uma brutalidade de que sou capaz.
Há uma brutalidade que me arranca ao vazio.
Faço-me gente.
Dilacero tudo à minha passagem.
Rasgo o que existe para poder existir no seu lugar.
Renasço. Vezes sem conta.
O meu parto não termina nunca.
É o que sou.
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