sábado, 27 de outubro de 2012

Carta

Enviou-lhe numa carta os símbolos de todas as coisas que jamais caberiam num envelope. Palavras enormes, dilatadas, profundas. Profundas o suficiente para afogar uma vida inteira de incompreensões e meias verdades. Embora não o soubesse, aquela era a sua declaração de paz numa guerra que nunca tivera a coragem de declarar olhos nos olhos. A sua forma de dizer
às vezes precisamos que as nossas palavras amem e remendem e perdoem por nós.

2 comentários:

  1. Gostei desta Carta e das suas palavras dilatadas, que intercedem por nós.
    Felicito-vos pela estrutura do blog e por o terem iniciado com um tema que remete para a viagem, espaço onde o indivíduo define a medida do seu sonho (com dois textos conseguidos).
    Boa sorte e boa viagem!

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  2. Obrigada! Espero que nos acompanhes também, nesta viagem. :)

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