Ela é aquela que vai sentada à janela do autocarro
A ver correr lá fora
A contar o tempo veloz e alheio
Eu sou aquela que a vê a ela de dentro
A que deseja descolar do assento
Ir nas asas de uma corrida
Ela está aqui enquanto eu ando perdida
A imaginar-me no impossível
Tudo passa inclinado na redoma do vidro
Os meus olhos confundidos
Vêem cor contínua
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