viver a pedir fiado
comprar tempo a crédito
pagar os juros depois
pagar os juros depois
o tempo é subtil
e invisível
afinal tinhas
e não sabias
afinal pediste em vão
penhoraste em vão
vendeste em vão
andavas a pedir de empréstimo a água que te chovia a cântaros em cima do capote
querias permissão para dispor do que era teu
por nascença
por liberdade inata
começaste a esqueceste a tua liberdade inata
no dia em que começaram a ensinar-te tudo o resto
o depois chega um dia
feito de juros
e tempo de sobra
o tempo dos outros
o teu, esgotaste-o enquanto te ocupavas a acumular o alheio
querias permissão para dispor do que era teu
por nascença
por liberdade inata
começaste a esqueceste a tua liberdade inata
no dia em que começaram a ensinar-te tudo o resto
o depois chega um dia
feito de juros
e tempo de sobra
o tempo dos outros
o teu, esgotaste-o enquanto te ocupavas a acumular o alheio
Sem comentários:
Enviar um comentário