sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Palavra final

A minha palavra final demorou a encontrar a sua saída para o mundo. Como sempre, sou um ser relutante nas despedidas, uma andarilha que prefere sempre dizer até logo em vez de adeus, porque a vida é feita de encontros e despedidas e encontrar novos desafios, novas rotas, novos amores, é um processo de contínua renovação do que existe, que é como quem diz, para algo novo nascer, algo antigo às vezes tem de morrer.

Aprendi ao longo dos meses de escrita diária que a criatividade é um ser vivo e é como uma planta: acarinhada e alimentada, protegida e cuidada, dá flores, dá frutos, dá oxigénio. É um desafio, porque nem sempre espera quando nos atrasamos, nem sempre aparece quando a chamamos. Mas é também filha de um esforço, de um combate, de um espírito de missão, é um rebento que parimos com dores para que no mundo exista algo mais, algo que acrescente, que dê significado à vida.

O hábito fez, de facto, o blogue e só posso sublinhar que é com orgulho no percurso feito que me despeço à laia de Até à próxima. A minha vida teria sido muito diferente sem este hábito, teria sido mais cinzenta, mais fechada, menos emocionante, menos poética, menos subversiva - porque a criatividade é uma forma de nos rebelarmos contra o quotidiano que nos molda a formas que não são as nossas, com que não nos identificamos. Ser criativo é, sem dúvida, estar mais perto de nós mesmos. Por isso, que hábito melhor do que o de ser criativo? Dou por ganhas todas as horas empreendidas, dou por multiplicados todos os esforços investidos.

Adriana, que prazer imenso foi este de partilharmos um espaço de liberdade! Sem quaisquer dúvidas de que outros projectos no unirão no futuro, devo sublinhar que este foi de uma partilha inesquecível, até porque, bem sabemos, são sempre precisos empenhos de parte a parte para pôr certas ideias a mexer.

A todos os que por aqui passaram, muito obrigada!

E... Até já!

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